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Conhecimento, otimismo e coragem na luta contra a Hepatite C

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Hepatite C, Sem Medo

Produzido pela Alameda Produções, com direção de Heraldo Palmeira, o filme Hepatite C Sem Medo foi lançado em maio de 2010.

Com participação super especial do maestro João Carlos Martins, o filme retrata com leveza a vida de uma portadora de hepatite C. De um lado, alerta para a gravidade dessa doença potencialmente fatal e, de outro, mostra como os infectados podem levar uma vida perfeitamente normal e sem sintomas por muitos anos. Por causa disso, 95% das pessoas contaminadas com o vírus da hepatite C nem imagina que têm a doença.

O filme chama a atenção para os cuidados diários de prevenção e para a importância do diagnóstico precoce. Segundo dados recentes, no Brasil teríamos de 3,5 a 4 milhões de pessoas infectadas e apenas 5% delas já diagnosticadas. A mensagem é: faça o teste para saber se você não é uma delas.

Hepatite C, Sem Medo foi um dos vencedores do Concurso Um Minutinho, promovido em junho de 2010 pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

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"Quando descobri em 2005 que era portadora do vírus da hepatite C, meu mundo desmoronou. Primeiro, porque eu acompanhava na época a evolução da doença na minha madrinha. Ela estava na fila por um transplante de fígado, já com ascite (barriga d'água), cirrose e câncer. Depois, porque basta pesquisar na internet sobre essa doença para entrar em desespero: digamos que o cenário que se vê não é nada animador.

Confesso que quando alguém dizia algo do tipo "hepatite C não é nenhum bicho de 7 cabeças", eu ficava bem chateada: "Não é, não??? Quer trocar, então?" Por isso imagino que você que está chegando por aqui pela primeira vez possa ter esse tipo de reação: "Animar-se como??? Fala sério!"

Nesses anos que se passaram (e com eles lá se vão tantas pesquisas, tantas consultas, tantos médicos diferentes, tantos exames e tantos remédios), fui resignificando a hepatite C para mim.

Claro que isso é um longo processo e que ainda estou nele. Tenho meus altos e baixos... mas quer saber? Eu me concentro nos "altos". Acredito que a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional. É difícil? Sim, é. Mas eu escolhi não sofrer. E acho que estou me saindo muito bem nisso. É esse caminho que te convido a percorrer comigo.

PS: Ah! Minha dinda fez o transplante e está muito bem."